Cacetinho da Rússia

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Como consequência da invasão Russa à Ucrânia, uma luz vermelha de alerta se acendeu no Brasil: somos dependentes de trigo, milho, adubos e petróleo. Como os países citados são fornecedores desses produtos, teremos problema de abastecimento e, consequentemente, pagaremos mais caro pelo que conseguirmos.

Interessante que somos um país que alardeia ser grande produtor de petróleo e alimentos. Todavia, parece que nossas refinarias não conseguem extrair combustível do óleo que produzimos, daí a necessidade de importação. Nosso trigo não faz farinha necessária para o nosso pão cacetinho e não lembramos de procurar fósforo e potássio em nosso subsolo. Além de não possuirmos fábricas de uréia.

No que se refere a agricultura, produção de alimentos e estratégia de logística para insumos, a conclusão é que a grande expansão do que chamamos agronegócio, no Brasil, se deu meio à parte da atuação governamental.

Espera-se que os governos atuem no sentido de favorecer a produção que é interessante ao país. Bem como criar mecanismos para que se produza aquilo que o país consome, em primeiro lugar.

Não é o nosso caso. Assim como não produzimos adubos, não produzimos a tecnologia que produz as máquinas, nem os defensivos necessários à produção. Basta ver o nome de tudo que gira na agricultura. Tudo tem nome estrangeiro.

A relação é simples, para tudo que tem nome estrangeiro pagamos royalties, e nos tornamos vulneráveis. Então, que a guerra sirva de alerta para nós. Precisamos investir em pesquisa, empreendimentos nacionais, proteger os produtores de alimentos nacionais, aqui leia-se trigo, milho, arroz, feijão e aí por diante.