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ME DESTRINCHA ESSE AQUI…     

        Tem certas coisas do cotidiano que é impossível deixar de lado.

        Uma delas é o nosso vocabulário do dia a dia e que, é verdade, muda de cidade para cidade, de estado para estado.

        Imaginem de país para país?

        Pois bem, uma pessoa muito próxima a mim e que é “viajada” por muitos e muitos lugares, me “trouxe” esta pérola.

        Vejam que nem sempre a gente tem histórias que “ganhou”, ou seja, tem as “perdidas” …

…e que, na maioria das vezes elas (as histórias perdidas) são deixadas de lado, porque temos a convenção de não as contar.

        Sabe como é… né?

        Aliás, certa vez eu estava viajando pelo Estado de São Paulo e, num certo momento quis fazer um lanche.

        Vejam que é só de estado para estado, ou seja, do Rio Grande do Sul para São Paulo…

        Parei numa lancheria daquelas de estrada e, como gosto muito de uma torrada, ou seja, o velho pão de forma entremeado por uma fatia de presunto e outra de queijo, não tive dúvidas:

– O que o Sr. deseja? – me perguntou a atendente.

– Por obséquio, eu queria uma “torrada”.

– Pois não, em seguida já lhe trago.

        E não é que em menos de 5 minutos veio o meu pedido…

        Sim, o meu pedido nada mais era do que duas fatias de pão de forma, num pires e torrado.

– Minha senhora, onde estão o presunto e o queijo da torrada?

– Ah! Meu senhor, então o senhor quer pedir é um misto quente?

        Pois é, a danada da minha torrada tinha uma outra nomenclatura, ou melhor, saindo do Rio Grande do Sul ela passa a ser: misto quente.

        Não restam dúvidas que esta foi “uma perdida”.

        E a desta pessoa muito próxima a mim não foi diferente, ou melhor, foi muito diferente sim, pois ela aconteceu nos Estados Unidos e, pontualmente em Miami.

        Ela não é “falante” no inglês, e, desta feita estava numa farmácia/cosméticos, onde as mulheres sabem de cor e salteado que os produtos de beleza norte-americanos, além de serem muito baratos, são de alta qualidade.

        Como ela não é adepta ao idioma, encontrou naquele estabelecimento um cubano para lhe atender, afinal de contas…

        Achou que “estava em casa” …

        Pergunta daqui, pergunta dali, para que é este cosmético, e aquele ali, e aquele outro…mais outro…

        Até que pegou um em suas mãos e tascou para o cubano:

– Me destrincha esse aqui!

– Ãh? Como él dijo? What she said? No entendí absolutamente nada!

– Destrincha??

        Seus filhos que a estavam acompanhando e são fluentes em inglês, caíram na risada…no momento ela não entendeu por que das risadas…depois “caiu a ficha” …

        Ora nos Estados Unidos, em Miami, e, de contrapeso um cubano/norte-americano…

– Me destrincha esse aqui

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