AGENDA l Mares agitados

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         Muito em breve e as águas vão estar revoltas.

O que ainda não acontece nos meios políticos deste grande país, por enquanto, contudo e logo aí na frente, vão se agitar os mares das estratégias e negociações da arte e ciência de concorrer a cargos eleitorais, onde “ondas” de novidades vão estourar na praia, trazendo consigo inúmeras conjeturas, que por certo, se espraiarão pelas areias, cheias de curiosidades.

No foco da luneta, os embates dão-se entre duas correntes marítimas que até o presente momento navegam, muito embora por águas totalmente antagônicas, mas, no entanto, sustentam suas incompatibilidades em prol de um plano, um objetivo, um propósito que num determinado tempo, já foi descrito como totalmente exequível e, que prometem ainda ser honrado sob qualquer aspecto, no afã de mais uma conquista na próxima batalha eleitoral.

Todavia, ao observar-se por esta mesma luneta, vê-se que as “naus”, desencontradas, desalinham-se em contradições, e parecem querer convencer, em suas posições antagônicas, jogando suas cartas náuticas, que foram por todo este tempo suas premissas de vitória, mesmo contra aos fortes ventos marinhos que sopram em águas abertas.

Defrontam-se as carrancas que ornam a proa destas embarcações.

De um lado, uma tripulação experimentada em muitos dissabores, principalmente por ver sua suposta tranquilidade sendo abatida pelo descrédito de seus capitães que, indiferentes, tentam buscar, por certo, outras correntes marinhas que lhes possam levar ao porto seguro de mais uma governabilidade, é claro, se obterem êxito em suas parcerias pela conquista destes mares.

De um outro, uma tripulação que acredita muito nas estratégias atuais de seus líderes, no entanto, não consegue plenamente convencer ao seu povo que em terra firme, tenta acreditar que tudo poderia ter sido tão melhor do que foi.

 Insensíveis, a bem da verdade, e de um fisiologismo que se formou em suas esquadras pelo aconchego e afagos, vê-se a sociedade à mercê deste embate, até mesmo pelo senso da sobrevivência, quando a nau vencedora, de posse do bastão da capitania, mostrar sua figura verdadeira da proa, voltada para sua direção.

Eis aí o momento das águas.

Enquanto isso, navios outros, que também navegam aos arredores deste mesmo mar, tranquilos, dançam ao sabor das correntezas sem se deixarem perceber por quem podem intervir a qualquer momento, mas, espreitam a contenda muito de perto, pois, com toda a certeza estarão muito em breve dentro da batalha, na mesma busca, ou seja, a do mesmo porto seguro que lhes dê a insígnia do comando, mesclando ou não tripulações, até um outro combate, seja ele por disputas internas, seja ele por cargos hierárquicos, seja ele pela soberba, pela glória ou ufanismo do poder.

Ideologismo, muito pouco ou quase nada!

Não há assunto tão velho que não possa ser dito algo novo sobre ele.

Dostoiévski – escritor russo