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VALORES ESQUECIDOS

Existem jovens, a grande maioria deles, que não sabem aonde chegar, muito menos como ir…

Não os culpem.

Precisamos rever nossos conceitos, rever nossas atitudes, pois estamos vivendo os nossos mundos, as nossas dificuldades e supostas verdades, deixando-os à deriva.

Não é difícil passear pelos embalos dos sábados à noite, mesmo quando não se recomenda aglomerações, para termos uma base do que está acontecendo.

Conversem com eles. Experimentem.

Tentem encaminhar um assunto do dia, uma manchete de um jornal…

Estão totalmente alheios a tudo isso.

Sabem sim da última série do Netflix, do game que foi lançado naquela semana, do Iphone 8plus 64GB da Apple, ou do último grito em tênis Nike Air Jordan 1…

A meta é ser rico.

Entrar na faculdade é uma exigência dos pais, mesmo que os seus desempenhos reflitam nas suas profissões ali adiante, contudo, o que querem (os pais e, os filhos para se verem livres…) é o diploma na parede de suas casas e aquele quadrinho de fotografias do filho e seus colegas em cima de um balcão ou prateleira (ainda fazem?)

São estes mesmos pais e os métodos de ensino que não estão preparando estes jovens para serem bons cidadãos, não estão lhes passando as lições de bons exemplos, não estão lhes indicando os caminhos certos desta estrada.

Também o ensino e, não culpem os professores, não está condizente com as necessidades de uma formação plena de conhecimentos.

A simbiose família/escola, decididamente não apresenta bons resultados em valores morais e de formação educacional.

Mais ainda, não estão fazendo lhes antever a necessidade do bem saber e de ser.

A meta é ser rico.

Engenheiros, advogados brilhantes, empresários bem-sucedidos, político influentes, médicos…os pais querem diplomas e filhos abastados, de que jeito? …sabe-se lá…

É preciso vencer na vida ganhando muito dinheiro, esta é a moral da história e, basta.

Não é a regra, mas o que muitos, a grande maioria, pensa.

Mia Couto, pseudônimo de Antonio Emílio Leite Couto, é um biólogo e escritor moçambicano, com diversas obras publicadas e prêmios conquistado, foi quem disse: “A maior desgraça de um país pobre é que, em vez de produzir riqueza, vai produzindo ricos”.

Essa é a verdade, ou seja, estamos produzindo ricos (se é que estamos) e, esquecendo os valores e as referências morais, em troca de diplomas nas paredes e carreiras almejadas sabe-se lá a que preço.

Se almejadas…

Estamos vendendo uma única e absoluta estrada para o futuro: é preciso ser rico.

Porém, existem também alguns outros caminhos, tão ou mais importantes, que não são tão radicais e intransigentes assim…

Gente que é gente, pessoas que venceram também nesta caminhada e, ainda trouxeram consigo, belos exemplos de educação e cidadania, de respeito e cordialidade, de amor e fraternidade, além do saber, é claro.

Entendemos que a riqueza é uma consequência (através dos valores morais e da cultura) e não um fim.

Médicos, engenheiros, empresários bem-sucedidos… contudo, não vemos claramente onde estão sendo praticados os ensinamentos para nossos jovens serem, também, bons cidadãos do mundo.

“Mudar é difícil, não mudar é fatal.”