O mosqueteiro, o urubu e o porco

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Gremista que é gremista ainda tem esperança! Vencendo as últimas três e os outros perdendo, ainda vai dar para permanecer na série A. Mas é preciso reconhecer: ficou difícil.

Vou mostrar meu ponto de vista. O Grêmio foi, durante alguns anos, exemplo de estrutura, porque manteve o mesmo treinador. Ainda que toda a torcida percebesse que o time estava se desestruturando, o treinador dava uma chacoalhada e ganhava Grenal, Gauchão e se arrastava nas demais competições.

Então, vamos ver o que aconteceu entre Flamengo e Palmeiras no final de semana. Nosso ex-treinador, ao perder uma partida, com o Grêmio, para esse mesmo Flamengo, afirmou que se tivesse um elenco assim, milionário, venceria qualquer campeonato. Negativo, mudou-se para lá, perdeu todos que disputou, e a Libertadores para um time com elenco mais limitado que o seu.

O sistema de trabalho permaneceu o mesmo daqui, pouco treino, pouca tática, muita conversa e a convicção de ser superior.  No entanto, o departamento de futebol do Palmeiras tem outro método. O treinador da equipe verde é um estrategista, estudioso do futebol. Trabalhador, sério. O time treina. Venceu o jogo graças a uma falha individual do adversário. Mas é assim mesmo, em jogos como esse, joga-se por uma bola. E vence o que aproveita essa bola. E falha quem não treina.

Fica a lição para nós, gremistas. Não há mais espaço para romantismo, nem para soluções mágicas. Desde a final da Libertadores de 2017, o tricolor sistematicamente vendeu seus bons jogadores e contratou outros que não deram certo.     A era gloriosa terminou assim: depois de quatro anos sem trocar o treinador, quatro treinadores num mesmo ano, um elenco lamentável, sem time e a torcida esperando um milagre.