Roger, Grêmio, preconceitos e o cavalo encilhado

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Ditados populares são a verbalização da sabedoria, fruto da experiência da vida. “A oportunidade bate na porta”, “o cavalo encilhado não passa duas vezes”, “transformar o limão em limonada”.

O treinador do Grêmio, Roger Machado, deu uma entrevista após a partida contra o Operário do Paraná, queixando-se de ofensas de cunho racista contra ele e sua família.

Disse, também, que o futebol brasileiro está cheio de jogadores negros, mas não dá chance aos técnicos negros.

Por outro lado, o Grêmio já foi condenado por ações de racismo de sua torcida. Houve uma partida contra o Santos, cujo goleiro denunciou atos racistas da torcida tricolor. O mundo caiu sobre uma moça que gritou o que não devia, na hora em que televisão mirava a câmera nela.

Então, aqui está o cavalo encilhado, a oportunidade de fazer uma bela limonada. O Roger é um ídolo gremista. Talvez o melhor lateral esquerdo da história do clube. E é um bom técnico de futebol. Conhece o jogo, sabe montar times. Todavia, existe um preconceito pairando sobre seu trabalho. Poucos títulos. Afirmam as más línguas que não tem muita capacidade de motivar os jogadores nas horas decisivas.

O Roger é negro. O Grêmio foi condenado por racismo. Mas o Roger está treinando a equipe gremista. Que caiu para a série B. O time está bem, nota-se que o trabalho do treinador está aparecendo. O objetivo é subir, de preferencia com o título de campeão. E acabar com os preconceitos contra o clube e o Roger.