Vamos falar de desburocratização?

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Nem preciso perguntar, mas, mesmo assim vou perguntar: você, cidadão brasileiro, não dá bola para a burocracia institucionalizada neste país?

Nem preciso parar para ouvir a resposta, mas, mesmo assim vou responder: ninguém atura mais tanta burocracia neste país!

Lembram do Ministro Hélio Beltrão? Do Ministério da Desburocratização?

Sem revanchismos, ou coisas que o valha…

“O Ministério da Desburocratização foi uma secretaria do poder executivo federal do Brasil que existiu de 1979 a 1986 com o objetivo de diminuir o impacto da estrutura burocrática na economia e vida social brasileiras. Os ministros foram Hélio Beltrão, João Geraldo Piquet Carneiro e Paulo Lustosa.

Durante a existência do ministério foram criados os Juizados de Pequenas Causas e o Estatuto da Microempresa.

Ao ser extinta, a pasta foi absorvida pelo Ministério da Administração e Reforma do Estado.

O Programa de Desburocratização, criado por Hélio Beltrão para o Governo Militar, instituído pelo Decreto nº 83.740, de 18 de julho de 1979, era ousado e previa a melhoria do atendimento dos usuários do serviço público; reduzir a interferência do Governo na atividade do cidadão e do empresário e abreviar a solução dos casos em que essa interferência era necessária, mediante a descentralização das decisões, a simplificação do trabalho administrativo e a eliminação de formalidades e exigências, cujo custo econômico ou social fosse superior ao risco.” (Wikipédia)

Caso você esteja um tanto desavisado, coisa que eu duvido muito, pois esta “calamidade” atinge a nós todos, perguntem para quem está tentando abrir uma pequena empresa neste país, como se sente frente aos documentos necessários para atingir o seu objetivo?

Ainda não satisfeito?

Tente um financiamento mobiliário em qualquer instituição bancária?

Ainda tem fôlego?

Obrigatoriamente você deverá registrar seu imóvel, certo?

Peçam a lista de documentos que exigem esta ação…

Se forem casados, bom aí o inferno é bem maior, pois até Escritura Pública de Pacto Antenupcial entra na parada.

Ah, sim! Nem vamos falar dos custos que tudo isso implica…quanto você acha que custa uma segunda via da sua Certidão de Casamento no cartório?

E reconhecimento de firmas?

Estamos a mercê da burocracia neste país e sustentando os seus custos exorbitantes…

Quem e quando haverá de levantar novamente a bandeira da desburocratização e, terminar com toda essa farra?

Mesmo que daqui da nossa querida Encruzilhada do Sul eu levante este brado, mesmo que você diga que ninguém haverá de dar importância a esta crônica, mesmo que não faça nenhum efeito, ainda assim penso nos brasileiros e minha indignação fala mais alto.

Não, decididamente não é possível mais conviver com tudo isso.

Sabe-se que quando as reclamações se tornam mais fortes, alguma coisinha aparece no horizonte, como por exemplo: “Pessoas que se declararem pobres poderão ser isentas do pagamento de taxas para reconhecimento de firma e autenticação de documentos nos cartórios. É o que prevê o Projeto de Lei do Senado (PLS) 144/2016.”  Fonte: Agência Senado

Em pesquisa relacionada ao assunto, a última notícia vem de 2019, onde a matéria aguardava um relator.

Urge que surjam outros ministérios de desburocratização, que o Congresso Nacional tome partido dos brasileiros e façam alguma coisa (será?), e que a urbe tupiniquim seja mitigada de mais esta carga insuportável que se chama “a burocracia brasileira”.

Como tudo hoje em dia é sempre uma incógnita, outra pergunta cabe a tudo isso: quem será que está levando vantagem em todo este “sistema”?

Metade é fácil de responder: o povo brasileiro é que não é!

Deixo com vocês a inteligência e a perspicácia do Barão de Itararé:

“O Banco é uma instituição que empresta dinheiro `a gente. Se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.”